Contribuição de: David Goralski (da História - Niterói / Chapa 2 "O novo pede passagem" - ANEL)
As opressões (racismo, machismo, homofobia) são reais e bastante graves na sociedade e, também, no ambiente universitário. Surpreendente é que quando não temos que conviver com "piadas" e agressões verbais, ou então com a violência física, somos obrigados a conviver com uma quase total indiferença. Um silenciamento a respeito das opressões que muitos estudantes sofrem. Isso num ambienteem que se espera a desconstrução e/ou o questionamento de preconceitos, que é a universidade. Entretanto, o que observamos é a existência de assuntos tabus para estudantes, técnicos e professores.
Nossa chapa propõe que nada mais seja jogado para "debaixo do tapete". Se o silência e a violência são a regra, como poderemos discutir políticas de assistência estudantil específicas para as mulheres? Como poderemos questionar que numa sociedade de maioria negra, existam menos estudantes e professores negros na universidade? Como poderemos esperar a diversidade se estudantes LGBT's têm que, muitas das vezes, se silenciarem, se esconderem, para não serem agradidos verbal e/ou fisicamente?
A universidade pública brasileita tem que assumir um papel de vanguarda nos debates e lutas contra as opressões na nossa sociedade. Não podemos aceitar o papel de reproduzir as opressões sob a máscara da tolerância e diversidade no mundo acadêmico. Temos de ir às lutas! O movimento estudantil, portanto, não pode estar fora dessa!